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Archive for maio \25\UTC 2009

são sons, são sons, são sons...

são sons, são sons, são sons...

 

Chico Preto e a Dita Cuja

(23/05, Café e Cultura, Itajaí)

 

      

entre os artistas que circulam por Itajaí e região, um dos melhores hoje é, sem qualquer dúvida, Chico Preto. não sou muito afeito a comparações, mas para mim é impossível não fazer tal afirmativa após a apresentação de sábado (23) à noite, no Café e Cultura, acompanhado da sua banda, a Dita Cuja.

enquanto a maioria das nossas cantoras – com poucas e honrosas exceções – disputam para ver quem esganiça mais ou para ver quem melhor imita (ou produz infames caricaturas) de Elis Regina, Maria Rita & “unanimidades” semelhantes, Chico Preto já começa somando pontos simplesmente por não forçar a barra.

a voz, limpa, sai com naturalidade. sem os malabarismos tolos que caracterizam os emergentes da pseudo-emepebê. e de forma simples e honesta, sem estrelismos, vai direto ao ponto e mostra o seu poder de fogo.

em vez de imitar gente consagrada pelas mídias, o artista parece investir numa identidade própria. e, assim, revela algo extremamente interessante: uma africanidade intensa, transbordante, mas com sotaque “peixeiro”, made in Itajaí. é o local conectado ao universal.  e isso se reflete também no repertório, que além de trabalhos próprios e de parceiros, inclui os xarás: os Chicos Science e César – “são sons, são sons, são sons…” –, Lenine, Marcelo Yuka, e por aí vai. coisa fina.

outra característica marcante de Chico Preto e A Dita Cuja é a formação. além da banda convencional, com a clássica formação guitarra-baixo-bateria – todos muito bons, excelentes, diga-se de passagem –, o som ganha cara própria com a percussão.

e é com a força dos tambores e do pandeiro que “a coisa pega” e se faz presente o axé – entenda-se aqui como a energia vital, no conceito africano, e não essa indigência pop-musical baiana que grassa por aí. é dançando – movendo o corpo como se estivesse em transe, numa dança de orixá – ou percutindo, que o artista se entrega e permite fundir-se à própria música em que está imerso e que ele mesmo faz emanar.

quem esteve no Mercado na noite de sábado foi agraciado por Chico Preto e a Dita Cuja com um espetáculo único. singular como o próprio artista, cuja performance mostrou que, tão importante quanto ter o corpo fechado, é ter também a inspiração aberta.

     

texto e fotos: andré pinheiro

 

corpo fechado, inspiração aberta

corpo fechado, inspiração aberta

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publicado no www.globo.com, no sábado (23) à noite.

publicado no http://www.globo.com, no sábado (23) à noite.

 

putz! se levou o gol, como é que vence por 2 a 0?

estranho, isso…

é o resultado da soma: fanatismo + ato falho

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loneliness

 

vinda

nem sei lá de onde,

eu a vi passar

tão perto

e, ao mesmo tempo, longe

no seu passo

assim, disperso,

fez brotar tão lindas flores

no meu coração

deserto

 

decerto

eu a vi passar…

eu a vi passar

com todo o seu brilho,

vigor e explosão de vida:

rainha das cores,

traz o sol no peito

e na tez a doçura

das águas serenas

que ocultam mistérios

no curso de um rio

 

oh, moça,

com o olhar te persigo,

pois levas contigo

um pedaço de mim

por onde tu andares

 

e se não voltares

será meu amor

uma história

sem fim;

 

se não retornares

será minha historia

uma obra

sem fim

 

 

 

andrepinheiro, 11/04/2009

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será??

dragon

 

“Havendo sinceridade

 

e determinação, 

 

qualquer decisão

 

 será favorável”.

 

25 – 04 – 46 – 44 – 43 – 33

 

 Bom, foi o que disse o biscoito da sorte do restaurante chinês…

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