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Archive for março \27\UTC 2009

violao

 

nada, nada

 

(baladinha de rimas pobres)

 

 

 

nada, nada.

nada, não.

nada mais para o momento

sigo leve como o vento

que assovia uma canção

 

e não é nada;

é nada, não

nada além de sofrimento

solidão e desconcerto

que te corta o coração

 

nossa balada

não soa em vão:

ergue a voz ao firmamento

e em forma de encantamento

clama por libertação

 

oi nada, nada

oi nada, não

voa, passarada

rumo à amplidão

segue essa estrada

rumo ao sertão

 

reza ensinada

por Pai João:

c’o a força do pensamento

busca um novo alumbramento

que te traga redenção

 

 

 

andrepinheiro, 25/03/09

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confissão #1: outono

outono-blog

 

outono

 

 

são todas as coisas tão magníficas e inexplicáveis que trazem sentido (colorido) à vida. é o vaivém, o ritmo – quase rito – do pulsar dos tambores das emoções sobressaltos bem aqui dentro e lá: here, there and everywhere. esta estrada que nunca termina é o meu amor. abracadabra-sem-fim. indecifrável. são tantas explosões inesperadas, simultâneas. são tantos os desejos que já não cabem nas metáforas. uma porta aberta; um sorriso; a chuva; um pássaro; notas musicais e a luz do sol. um caleidoscópio em preto e branco anuncia novo alento: efipania. ressoam em meu peito as trombetas da esperança. será que você virá? será? será?

 

 

 

 

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domestique

 

Nesta quarta, 25, a cena artístico-cultural de Itajaí estará em movimento. A noite promete, com dois lançamentos, quase simultâneos, de trabalhos de grande qualidade:

 

>>> “DOMÉSTICAS PARA VIDA: QUANDO O TRABALHO É NA CASA DO OUTRO”

documentário de Paulo Henrique de Moura

* às 20 horas, no Café e Cultura, Mercado Público, Centro de Itajaí.

 

>>> “DESPIR-TE”

livro de poemas de Fátima Vanzuita

* às 20h30, na Biblioteca Pública Silveira Jr, Vila Operária, Itajaí.

 

são duas grandes figuras. dois inegáveis talentos. dois grandes nomes da cena cultural itajaiense. não perca.

 

***

 

DESPIR-TE

 

Dispo-te,

de todos os teus trajes,

bizarros olhares.

Penetro no teu olhar,

iço para fora os desejos teus.

A mão desliza ofegante

em carinhos indecentes,

tragando teu corpo,

tua alma.

Arrebata e consome num galope,

onde entranhas, pulsações e

desejos violentos,

espalham-se, enfurecedores,

não amenizam.

Sobem as paredes,

descem ao chão.

Depois, num único golpe,

Desfalecem, desmaiam,

adormecem.

 

Fátima Vanzuita

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drops #2

gum-drops

 

drops #2

 

 

 

# e ao completar 90 anos o Clube Náutico Marcílio Dias dá um presentão à sua torcida. ô lôco, hein, meu?

 

# o importante, no entanto, é que todos estão sorrindo.

 

# muito bom o som da banda Zóio d’Água. na sexta-feira, 20, quebraram tudo no Café e Cultura, no Mercado Público.

 

# por estes últimos dias andei lembrando de uma declaração de John Lennon, já no final dos anos 1960. o beatle se dizia puto pela obsessão de alguns “críticos” e “analistas”, que procuravam, a todo custo, encontrar mensagens cifradas nas letras das músicas do quarteto de Liverpool.

 

# bom, agora parece que consigo entender o cara. até porque a coisa não mudou muito e até mesmo a Itajaí dos anos 2000 anda cheia de “críticos” e “analistas”. a maioria deles com uma porção de teorias mirabolantes para “explicar” o que nem carece de explicação. coisa de quem vê cabelo em ovo e precisa justificar publicamente suas paranóias…

 

# seria falta de assunto ou pura vontade de aparecer? de minha parte, voto nas duas opções. o certo é que acabam falando muita besteira. se soubessem como isso é ridículo, acredito que ficariam bem quietinhos…

 

# o negócio é que hoje a picaretagem está muito fácil, já que papel, microfone e, principalmente, internet, aceitam tudo. inclusive sujeitos que citam termos como “propaganda subliminar”, “psicanálise”, “semiótica” mas não operacionalizam, não aplicam tais expressões. logo, demonstram não saber o que dizem.

 

# aliás, quem perguntou alguma a estes “críticos” e “analistas” mesmo?

 

# agradeço as ilustres visitas a este blog. mesmo vocês que não comentam, mas sei que estão lendo aí. e me desculpem por este tempo sem atualizar. são coisas que só uma dissertação de Mestrado faz por você…

 

# trilha sonora sugerida: “Meu Mundo Caiu”, na voz de Maysa.

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errância

 

errância

 

 

i – da criação (sombra e luz)

 

um poema

nem sempre

é uma obra-prima

(na verdade, quase nunca)

 

é preciso, às vezes,

usar de força,

intrepidez

e certos sentimentos

sombrios

para trazer

o verso à luz

 

é necessária

a coragem

para assumir-admitir

seus medos,

fracassos e limitações;

despir-se

do convencional,

politicamente correto

e socialmente celebrado;

não expor,

mas também

não ocultar

suas feridas,

seus tombos e dores e lágrimas,

sua errância cega

em direção às utopias

 

 

ii – liberdade

 

colocar os pés

e o espírito

na estrada

 

fruir

a experiência

do caos

 

ser errático,

volátil, impreciso

e caminhante

 

sem juiz. sem patrão. sem rumo, abrigo ou estabilidade.

 

 

iii – viver

 

o medo

– e não a morte –

é o único

limite.

 

 

iv – o verbo e a carne

 

estar aberto para compreender:

um palavrão pode ser muito mais

que um simples palavrão.

 

portanto, repita comigo:

foda-se.

e venha celebrar a vida.

 

 

v – para montar e brincar

 

venha celebrar a vida.

venha …………. a vida.

venha experimentar a vida.

venha libertar a vida.

venha encarar a vida.

venha inventar a vida.

venha subverter a vida.

venha encantar a vida.

venha desconstruir a vida.

venha colorir a vida.

e depois vá. siga – e faça – o seu (im)próprio des(a)tino.

 

 

andré pinheiro, 03/03/2009

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