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Archive for agosto \28\UTC 2008

quem é Hilda Hilst?

 

sou um pequeno vitral malva e anis decompondo-se sobre a mesa onde a música faz cocô. meu ovo cabe na galinha. meus pés tortos cabem no céu. bule de prata. bata branca. sou um corpo rajado, um sopro do alto, que é brisa, e entorto a língua, a linguagem, disseco tripas, galopo meu quarto de um canto a outro e misturo histórias que contei antigamente. sou Grande Caracol Baboso, lábio frouxo encantado. já perdi dez milhões de sedas e estou aqui sovada, ampliada para a morte, coração minúsculo. costumo, de madrugada, mas não conte a ninguém, dar lambidonas num corpo de Anjo que vermes descarnam. acho esquisito chamar-me Hilda Hilst.

* trecho de entrevista concedida ao poeta catarinense Fernando Karl, em 2002. publicada na revista Pobres & Nojentas n° 10 – novembro/dezembro 2007.

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registros do Sarau Benedito

em suas edições recentes

 

algumas fotos do 36° Sarau Benedito, realizado no dia 18, na casa do Felipe Damo. Poeta homenageado: Pablo Neruda. Para ver mais, clique bem aqui: http://picasaweb.google.com.br/oxaguian/SarauBeneditoDia180808

 

confira também imagens do Sarau Benedito Especial, que aconteceu dois dias depois, no Instituto Fayal de Educação Superior (IFES). para conferir, clique aqui: http://picasaweb.google.com.br/oxaguian/SarauBeneditoEspecialIFESDia200808

 

          andrepinheiro, 26/08/2008

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cachorrolouco

 

cachorrolouco

 

ai de ti, cachorrolouco

que uiva, a olhar a lua

e traz, no latido rouco,

a desdita que é só tua

 

na frialdade de agosto

teu uivar alto não cala

e nem o pior desgosto

te desespera ou abala

 

solidão ou sofrimentos

te atormentam como açoite

diante de um céu tão turvo

 

na fúria cega dos ventos

tu maldizes esta noite

na angústia dos teus uivos

 

andré pinheiro, agosto de 2008

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lançamento

A história de Itajaí a partir dos Caetanos

pretos e brancos

 

O historiador José Bento Rosa da Silva lança, neste sábado, 16, às 16h, no bar Corrêa, situado a Rua São Vicente, 240, seu terceiro livro de história. “Caetanos & Caetanos: tradição oral e história (em preto e branco)” é resultado de uma minuciosa pesquisa e de um olhar apurado. Quem eram os Caetanos, sobrenome que os negros escravos herdaram? A partir dessa pergunta, Bento vasculhou processos de compra e venda de escravos no século 19, acompanhou as intrigas políticas pelas atas da câmara de vereadores, debruçou sobre centenas de periódicos, além das entrevistas com afrodescendentes.

 

O autor faz, no início, uma genealogia e uma história das relações de poder dos Caetanos brancos, a partir de Manoel Caetano Vieira e de sua expansão patrimonial na freguesia de Penha do Itapocorói. Nos documentos e nos jornais, há evidência de que os Caetanos brancos ocupavam uma posição privilegiada na sociedade. E o que isso significa? Para o historiador, muito. As fontes históricas falam de seu tempo. E nesse tempo, ainda de escravidão, só a voz dos privilegiados ganhava espaços nos registros históricos. Quando se falava dos negros, era sempre a partir do olhar do branco. Quando a voz dos negros aparecia nos processos, era na condição de réu, acusado ou denunciado.

 

Com isso, as fontes orais ganham mais relevância. “A história oral recupera os atores excluídos da história, como no caso dos Pretos Caetanos”, explica Bento.  Para o historiador, “durante algum tempo, as fontes orais eram tidas como inferiores”, principalmente por autores conservadores que escreviam para manter viva a memória de pessoas privilegiadas na sociedade. Mas a partir do final da segunda guerra mundial surgiram novas abordagens historiográficas que permite fazer “uma história vista de baixo”.  “Caetanos e Caetanos” segue essa militância, de narrar a história de grupos que durante longo período da história foram silenciados.

 

Bento ouviu muitas histórias sobre o tempo da escravidão e do cotidiano dos afrodescendentes na cidade. Essa é uma forma de contrapor aos documentos produzidos numa sociedade onde os negros eram destituídos de direitos. E mesmo quando passam a existir leis que dão direitos aos negros, após a abolição da escravatura, em 1888, os lugares privilegiados eram ocupados por brancos. E Bento é pontual nesta questão: quem são os “homens bons”. Homens que vendiam escravos.

 

O livro mostra a presença dos afrodescendentes e dos mecanismos de silenciamento da cultura desses grupos. Por meio da história oral, Bento dá visibilidade aos territórios negros em Itajaí, como no Beco do Quilombo. Mas do que mostrar esses territórios, Bento apresenta os conflitos, as práticas de intolerância com os rituais religiosos, os discursos polêmicos em periódicos. Entre os casos, uma briga ocorrida entre católicos e fiéis da Assembléia de Deus, no Beco do Quilombo.

 

 

Livro: Caetanos & Caetanos: tradição oral e história (em preto e branco), de José Bento Rosa da Silva.

Contato: José Bento Rosa da Silva – 99426242

Texto: José Isaías Venera – Jornalista / SC 01522

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motor

motor

 

acorda

acende a luz

gira o botão

liga o motor

o alto-falante

estimulante

o agora….

o antes… já se foi

não é mais

já se f…

já é fim

enfim.

sim. por que não?

que aflição

tudo gira

mundo pira

e acelera

desespera

e fragmenta

vê se agüenta!

se agiliza

se harmoniza

se humaniza

e agoniza

apaga a luz

desacorda

 

andrepinheiro

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Sarau Benedito: Saudade

    

um Sarau Benedito meio “estranho”. difícil de entender e realizar.  falta de interesse e respeito por quem estava lendo, declamando ou até mesmo cantando e tocando. em vez do culto à poesia e à palavra, a celebração dos egos… quem é mais engraçado? quem “causa” mais? teria o Sarau Benedito perdido o sentido? mudou o Sarau ou mudamos nós?

Sarau Benedito: onde nem todos se encontram, a poesia se perde e muitos se acham. será?

ah! as fotinhos que fiz estão no http://picasaweb.google.com.br/oxaguian/SarauBeneditoTemaSaudade

       

                  andrepinheiro, 05/08/2008 

 

 

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