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Archive for maio \27\UTC 2008

no way

 

       

no way

                 

no way

no feelings

no future

        

oh, dirty girl,

why do we live like

suicides?

             

                               andrepinheiro, 1999

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devir

 

devir

 

 

I – memória

 

um dia fui sonho

…lágrima

…embrião

…brinquedo

…nu

eu fui nu

 

eu sou poeira

…musgo

…tentáculos

…verbo

…tudo

eu  sou tudo

 

sou espectro

…(às vezes) penumbra

…nuvem

…pantomima

…nada

eu sou nada

 

serei precipício

…letra

…assombração

…fezes

…(talvez) saudade

eu serei saudade

 

serei, sim, memória…

 

 

II – liberdade

 

a.

fui cadência

sou samba

serei exu

 

b.

fui chama

sou potência

serei luz

 

c.

fui verdade

sou incerteza

serei liberdade            

 

 

                   andré pinheiro, 2008

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Sarau Benedito completa 30 edições

homenageando Bob Dylan

evento acontece às 21h, no Bar Café e Cultura, no Mercado Público de Itajaí. sarau terá também exibição de documentário e apresentação. a entrada é franca.

 

“quando você não tem nada, não tem nada a perder”. ou ainda: “como se sente? / como se sente? / por estar abandonada? / sem a direção de casa / como uma completa desconhecida? / como uma pedra que rola?”.

os contundentes versos que abrem este texto são de Like A Rolling Stone, canção gravada no disco Highway 61 Revisited, de 1965. seu cantor e compositor? Robert Allen Zimmerman, mais conhecido pelo apelido de Bob Dylan. não apenas para a música, mas para as artes e para a cultura em geral, sua importância encontra paralelo apenas em outro mito: John Lennon.

e assim como Lennon, mostrou que o rock e a música pop poderiam ter conteúdo ao compor canções com letras geniais. por isso, ao comemorar sua 30ª edição, na próxima segunda, dia 26, o Sarau Benedito irá render tributo à verve e à genialidade de Bob Dylan. o evento terá início às 21h, no Bar Café e Cultura, no Mercado Público. a entrada é franca.

um Sarau multimídia

o Sarau Benedito nº 30 terá um formato diferente. além da parte inicial, com a homenagem a um autor ou referência a um tema, e das declamações livres, haverá atrações multimídia. nos primeiros 30 minutos, serão exibidos trechos do documentário “No Direction Home”, em que Dylan é retratado por Martin Scorsese. e após as leituras e declamações, o músico Fabio irá se apresentar, interpretando canções de Bob Dylan.

ao longo destas 30 edições, a proposta do Sarau Benedito tem sido cultuar a palavra, em todas as suas manifestações. por isso, já foram prestadas reverências a mestres como Vinicius de Moraes, Paulo Leminski, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, entre outros. também foram realizadas edições temáticas, como “Poesia Engajada”, “Poesia Religiosa” e “Poesia Erótica”.

culto à palavra

a idéia de homenagear Bob Dylan surgiu a partir da interlocução entre a poesia e outras formas de arte, como o teatro, as partes plásticas e, principalmente a música. este diálogo foi constatado logo nos primeiros Saraus e resultou na realização de temáticos como “Poetas da Música” e “Marios (Andrade; Lago; Quintana)”.

realizado inicialmente no extinto Aldeia Bistrot, desde o final do ano passado o Sarau Benedito adotou como sua nova casa o Bar Café e Cultura, no Mercado Público. mesmo com a mudança de endereço, um bom público continua prestigiando o evento. são escritores, artistas de diversas áreas, estudantes universitários e apreciadores da literatura e das artes em geral.

o Sarau Benedito é uma realização do coletivo de escritores responsáveis pela produção do caderno literário CLAP. integram o grupo Felipe Damo, Rafaelo Adriano, Deborah Lins de Barros, Rômulo Mafra, André Pinheiro, Daniel dos Santos e Sebastião Oliveira. nos próximos dias, deverá ser lançado também o CLAP nº 12, edição comemorativa à 30ª edição do Sarau.

like a rolling stone

muito mais do que um artista popular norte-americano, Dylan encarna como poucos a figura do poeta, porta-voz, líder e referência obrigatória para diversas gerações. Robert Allen Zimmerman nasceu em 1941, em Minessota, nos Estados Unidos. na adolescência, aprendeu a tocar violão e gaita.

no final da década de 1950, na universidade, adotou o nome artístico de Bob Dylan. a referência era o poeta britânico Dylan Thomas. em 1962 gravou seu primeiro disco, inteiramente dedicado à folk music. pouco tempo depois, ainda em meados dos anos 60, trocou o violão pela guitarra elétrica, o que arrancou furiosas vaias do público do Newport Festival, evento folk que o havia consagrado anteriormente.

foi durante esta década que Dylan produziu obras-primas que selariam como definitiva sua presença no panteão da mitologia rock e pop. Highway 61 Revisited, de 1965, é o melhor exemplo disso. é ali que está Like a Rolling Stone, uma de suas mais geniais criações. em 2004, a revista norte-americana Rolling Stone a elegeu como a melhor canção de todos os tempos. “nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época”, declarou a publicação especializada em música.

além desta, uma série de outras canções de Dylan tornaram-se clássicos que atravessam gerações. exemplos são Positively 4th Street, Lay Lady Lay, Subterranean Homesick Blues, Hurricane, Knockin’ on Heaven’s Door, I Shall Be Released, Jokerman, Marsters of War, All Along the Watchtower, I Want You e a surrada Blowin’ in the Wind.

gênio que influencia outros gênios, pela sua musicalidade e principalmente pela força de suas palavras, Bob Dylan foi regravado por artistas do calibre de Jimi Hendrix, Guns ‘n’ Roses e The Byrds. versões brasileiras de suas músicas também vieram à luz na obras de nomes como Zé Ramalho, Engenheiros do Hawaii e Skank. além de cantor e compositor, Dylan é artista plástico e escritor. e assim como outros pop stars, teve também participacão como ator.

                            

                               andrepinheiro, 23/05/08

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rumo ao inesperado

 

 

rumo ao inesperado

 

 

gosto do riso,

da rima;

eu corro todos os riscos:

tenho o atrevimento

do improviso…

 

…o termo impróprio

   na hora incerta;

   o tropeção no momento do beijo;

   a gagueira no meio do discurso…

   um adeus

   um suspiro

   um soluço

 

nossas vidas são assim:

patéticas, utópicas, quiméricas…

um sorriso na tempestade

ou um tapa na cara do amor

 

ligeiramente desengonçadas,

nossas vidas são assim:

uma alternativa ao mundo normal,

eterno grito de não ao não

 

nossas vidas são assim

talvez nunca mais se cruzem,

mas voam juntas

rumo ao inesperado

 

 

                        andrepinheiro, 1998

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já pensou??

eat it!

 

coma merda!

um bilhão

de moscas

não podem

estar erradas.

 

extraído do fanzine Manifesto Alternativo

(Florianópolis. janeiro de 2008. ano 2, n º 7).

blog: http://azeaerre.blogspot.com

 

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saravá os pretos-velhos

       

savará os pretos-velhos

“oi, viva preto, calunga / que eles também são preto, calunga / na gira de preto, calunga / todo mundo é preto, calunga…”

        

o navio negreiro

lá em alto mar

trazendo os africanos

para trabalhar

       

oi, saravá

os africanos,

sua gira é formosa

em qualquer lugar

      

salve o 13 de maio. saravá a linha das almas. salve todos os pretos-velhos e pretas-velhas de Umbanda.

                   

                             andrepinheiro

 

 

 

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impressão digital

         

seja anti-herói,

rebelde, marginal;

busque, desconfie

 

deixe sobre o mundo

a sua

impressão digital

                     

                                    andrepinheiro

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