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Archive for fevereiro \21\UTC 2008

lançamento de “Substrato”, primeiro livro de Adriana de Souza

                

será realizado no dia 7 de março, uma sexta-feira, o lançamento de “Substrato”, primeiro livro de poemas de Adriana de Souza. o evento será às 20 horas, na Casa Kallabaide, em Cabeçudas.

“o lançamento será uma mistura de festa de aniversário (06/03) com Dia Internacional da Mulher (08/03)”, afirma Adriana. a autora afirma que “Substrato” é o “saldo dos últimos seis anos de percepções cotidianas”. os poemas estão divididos em três capítulos: coisas do mundo; coisas da dor; coisas do amor. o livro é prefaciado pela senadora Ideli Salvatti.

na ocasião, “Substrato” será vendido ao preço simbólico de R$ 10. durante o lançamento serão homenageadas quatro entidades sem fins lucrativos, para que cada uma arrecade fundos com a venda de 50 unidades do livro.

mais informações: Adriana de Souza – (47) 9923 1271

                                  

                                        andrepinheiro, 21/02/08

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Lindolf Bell no Sarau Benedito

ring my bell!

Lindolf Bell será o homenageado no Sarau Benedito da próxima segunda

Sarau literário acontece dia 25, às 21 horas, no Bar Café e Cultura, no Mercado Público de Itajaí.             

     

“menor que meu sonho não posso ser”. o autor da frase, Lindolf Bell, será o homenageado no Sarau Benedito desta segunda, dia 25, quando o Sarau Benedito retoma as suas atividades em 2008 no Bar Café e Cultura, no Mercado Público de Itajaí. a 23ª edição do Sarau Benedito terá início às 21 horas.

mantendo o formato que já é conhecido do público, na parte inicial do Sarau será feita uma ligeira introdução, com informações e comentários sobre Lindolf Bell e sua obra, além de declamações e leituras de poemas do homenageado. na segunda parte, os microfones são abertos para leituras e declamações livres, que podem ser de poemas de Lindolf Bell, de outros poetas consagrados ou de autoria dos próprios declamadores.

em 2007, de fevereiro a novembro, Sarau Benedito teve 22 edições. no seu primeiro ano de atividades, contou com a participação de vários poetas e declamadores locais e regionais. bons públicos, formados por escritores, atores, artistas plásticos, músicos, universitários e outros apreciadores de poesia e artes em geral, foram uma constante em quase todas as edições do Sarau.

entre os autores homenageados estiveram vários poetas e poetisas da língua portuguesa, como Vinicius de Moraes, Hilda Hilst e Paulo Leminski, incluindo o catarinense João da Cruz e Sousa e os itajaienses Marcos Konder Reis e Bento Nascimento. foram realizadas também as edições temáticas, como “Poesia Religiosa”, “Poesia de Protesto” e “Poesia Erótica”.

o Sarau Benedito é uma realização do coletivo CLAP de escritores. a cooperativa é responsável também pela publicação do Caderno Literário CLAP, que em fevereiro chega à sua 10ª  edição.

jingle bell...

Lindolf Bell

conhecido pela alta qualidade de sua poesia e também pelo movimento da Catequese Poética, que marcou a cena literária brasileira nos anos 1960, Lindolf Bell nasceu em Timbó, em 2 de novembro de 1938.

entre suas obras, estão “As Annamárias” (1971/1979), na época qualificada por Drummond como “a mais importante obra lírico-amorosa em língua portuguesa dos últimos anos”, “Incorporação” (1974) e “O Código das Águas” (1984). sempre engajado na propagação da poesia, teve a sua casa, em Timbó, transformada em espaço cultural. faleceu em 10 de dezembro de 1998.

       

mais informações:

* Rômulo Mafra – (47) 9924-6503

* Felipe Damo – (47) 9973-5502

* André Pinheiro – (47) 9924-6503       

        

fotos do Sarau Benedito: saraubenedito.wordpress.com 

Lindolf Bell: www.lindolfbell.com.br

        

texto: André Pinheiro / SC 01159-JP

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Como nos defender

da intolerância religiosa?

* Hédio Silva Jr. – 13/2/2008

do site www.afropress.com

          

Quando o querido amigo Matâmoride me propôs um artigo sobre este tema, a primeira pergunta que me ocorreu foi – como escrever sobre algo tão presente no dia a dia? Que se manifesta de tantas e diferentes formas? Que está presente na linguagem, nos gestos, no comportamento das pessoas, na televisão e assim por diante?

Vamos por partes, começando pela linguagem, pelas palavras.

Uma das primeiras federações que se tem notícia no Brasil foi a “União das Seitas Afro-brasileiras”, criada em Salvador, em 1937.

A palavra seita também aparece de vez em quando em alguns livros importantes, muito lidos pelo povo de Santo: na famosa obra “Orixás”, de Pierre Verger, por exemplo; ou no riquíssimo livro “Os Nagô e a Morte”, de Juana Elbein dos Santos.

Pois bem. Em 1946 a “União das Seitas Afro-brasileiras” foi substituída pela famosa “Federação Baiana do Culto Afro-brasileiro”, ou seja, o que seria “seita” passou a ser “culto”.

A influência da Bahia sobre o povo de Santo do Brasil inteiro faz com que estas duas palavras – seita e culto – até hoje estejam presentes no nosso cotidiano. Quantas vezes já não falamos ou ouvimos alguém tratando as Religiões Afro-brasileiras como “seita” ou como “culto”?

Ano passado, quando da visita do Papa ao Brasil, o publicitário Nizan Guanaes publicou artigo no jornal “Folha de São Paulo”, defendendo bravamente o Candomblé. No entanto, Nizan deixou escapar uma frase que merece atenção: “Candomblé não é religião, é culto”.

Qual o problema do uso destas palavras?

Seita é uma expressão pejorativa, discriminatória, inventada pelas religiões dominantes para desqualificar, para diminuir a importância das religiões consideradas minoritárias. Menos ofensiva do que “seita”, a palavra “culto” também é carregada de preconceito. “Culto afro-brasileiro” reduz as Religiões Afro-brasileiras às cerimônias, aos rituais, à liturgia, como se não houvesse uma doutrina, uma teologia, todo um pensamento que explica e dá sentido aos rituais. Aqui fica evidente a união entre racismo e intolerância religiosa: durante muito tempo se acreditou que nós negros serviríamos apenas para atividades físicas ou, no máximo, de entretenimento: jogadores de futebol, atletas, músicos, cantores. Mas não para atividades intelectuais como cientistas, executivos, médicos, advogados.

No campo religioso, a intolerância passa a idéia de que nas Religiões Afro-brasileiras não existe conhecimento, saberes, cultura, mas somente hábitos, práticas, rotinas. Isto é, não haveria inteligência nem cultura nas religiões trazidas pelos africanos. Mais uma vez o racismo: se os negros não têm inteligência como sua religião poderia ter?

Por esta razão o termo correto é religião; “Religiões Afro-brasileiras”, englobando assim as nações Nagô, Bantu, Jêje e a Umbanda.

Não há como nos defender da intolerância religiosa se não aprendemos a nos defender das armadilhas da linguagem, das palavras. Dou um outro exemplo: Quantas vezes já não ouvimos a palavra “cliente” para indicar simpatizantes das Religiões Afro-brasileiras, pessoas que não freqüentam as cerimônias mas acreditam na Religião e ali buscam resolver seus problemas.

Cliente é o mesmo que freguês, isto é, pessoa que usa produtos ou serviços de determinada empresa. Quer dizer então que as Religiões Afro-brasileiras seriam uma espécie de balcão de atendimento para quem chega com um punhado de moedas?

Quem conhece a dignidade, a integridade e coragem das Sacerdotisas e Sacerdotes que trouxeram nossa Religião até aqui, contra tudo e contra todos; quem acredita que Religião existe para fortalecer a comunidade e promover a paz, o bem estar e a felicidade; quem, enfim, acredita na grandiosidade dos Orixás não pode concordar com a idéia de transformar os Terreiros em mercadinhos, mercearias, lojinhas de miudezas, de secos e molhados.

Por isso, lutar contra a intolerância religiosa exige um olhar sobre o adversário, o intolerante, mas exige também um olhar sobre nós, sobre quantas vezes nós mesmos fabricamos a munição para o adversário.

Exagero da minha parte? Diga você, caro(a) leitor(a) se tenho ou não razão!

Nos próximos artigos falaremos sobre outras formas de intolerância religiosa e de como podemos nos defender delas.

              

* Advogado, Mestre em Direito Processual Penal e Doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP, ex-Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, é Coordenador Executivo do CEERT e integrante do Movimento “Guerreiros do Axé”.

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abandono

...

abandono

               

ouvindo

melodias pegajosas

de canções fáceis

que todos,

em uníssono,

entoam

e o senso comum

já consagrou,

  

bebe sozinha,

num bar, a solidão

  

à espera

de amigos,

da morte

ou do fim

  

que nunca virão.

                  

                              andrepinheiro, 2004

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pedra filosofal: poesia

 

         

ligeira reflexão sobre

a pedra filosofal da poesia

“poesia não é só o que rima e tem sílabas contadas. também é jogo de palavras, é emoção que desperta, é uma maneira especial de ver o mundo” – Ana Maria Machado.

               

arte de escrever em versos. composição poética de pequena extensão. entusiasmo criador; inspiração. aquilo que desperta o sentimento do belo. o que há de elevado ou comovente nas pessoas ou nas coisas. encanto, graça, atrativo. ao abrir o mais famoso dicionário da Língua Portuguesa, são estes os significados que encontramos para o termo poesia.

a definição do amigo Aurélio pode nos dar uma boa noção do que seja poesia, tanto em sua forma literária (arte de escrever em versos) quanto no que diz respeito a sentimentos e percepções: encanto, graça, atrativo. no entanto, podemos ir muito além do dicionário-nosso-de-cada dia e buscar, nas falas dos próprios poetas, reflexões ou significações  mais amplas para esta palavra.

pedra filosofal

perplexidade. sensibilidade. paixão. liberdade. alumbramento. força. epifania. subjetividade. são muitas as idéias associadas aos estados d’alma ou percepções que dão origem ao sentimento poético, que, por sua vez, constitui a gênese do processo alquímico que resultará na pedra filosofal da poesia.

se pensarmos em muito mais do que apenas o famigerado “amor” – que em muitos versos ainda insiste em ser parte importantíssima de clichês como aqueles formados nas rimas com “dor” e “flor” -, podemos considerar a manifestação (escrita ou não) do sentimento (que pode ter qualquer natureza) como o ponto de partida para a poesia.

esse sentimento poético é que despertará no poeta o que a escritora Ana Maria Machado define como espírito poético: “modo poético de ver o mundo, deslumbrado e inventor de novidades. (…) como se o mundo estivesse sendo visto pela primeira vez, de um modo novo. nesse sentido, os poetas fazem a gente lembrar de crianças brincando e descobrindo as coisas. como se a própria linguagem fosse um brinquedo e as palavras pudessem ser reviradas pelo avesso”.

palavra e linguagem

se Jean-Paul Sartre deu à poesia a enigmática definição de “palavra-coisa”, para o lingüista Roman Jakobson ela é “mensagem voltada para a mensagem”. Cecília Meireles utilizou a expressão “palavras olhando apenas para si mesmas”, e o inglês Samuel Taylor Coleridge referiu-se à poesia como “as melhores palavras na melhor ordem”.

significados como os que aparecem no parágrafo anterior ajudam a reforçar a importância da palavra e da linguagem quando se fala de poesia. a esse respeito, podemos então recorrer ao poeta C. Ronald. entrevistado por Marco Vasques, no primeiro volume do livro “Diálogos com a Literatura Brasileira”, ele declarou: “de repente você começa a ver a língua como um objeto autônomo. ela não nos pertence. nós é que temos de fustigá-la, nós é que precisamos domar o dragão para podermos aprender a cuspir fogo, cuspir um fogo diverso através de uma linguagem única, sua”. ainda segundo C. Ronald, “cada poema é uma centelha que nós, poetas, devemos cobrir com a linguagem, sempre dando roupagem nova, sempre dando brilho igualmente diverso a esse fogo”.

olhos livres

poeta marginal, outsider, visto por muitos como maldito, o grande Paulo Leminski considerava a poesia como “a liberdade da minha linguagem”. liberdade certamente imprescindível para tecer, com a força criadora transformada em versos, o que o britânico Mathew Arnold chamou de “crítica da vida”. ou, ainda, a liberdade utilizada para engendrar a poesia, que Ricardo Reis afirmou ser “música que se faz com idéias”.

nas palavras de Mário de Andrade, poesia é “o que o meu inconsciente me grita”. e isso pode resultar tanto em “uma alegria eterna”, expressão utilizada por John Keats, quanto em uma “estrela que leva a Deus”, conforme Victor Hugo.

também no livro “Diálogos com a Literatura Brasileira”, Carlos Nejar argumentou que “poesia é muito mais. é a missão de tornar as palavras mais nobres dentro da linguagem da tribo, dando um sentido novo às coisas, buscando a percepção do universo que nos cerca. e é também ajudar a ver e viver, porque, à medida que vemos as coisas, elas se transformam”. na mesma obra, o catarinense Alcides Buss, manifestou a opinião de que a poesia ainda possui olhos livres. e sentenciou: “cabe à poesia resgatar o homem do naufrágio das ferragens”.

                              

                                 andrepinheiro, 2006

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imprevisto

       

???

        

imprevisto:

improviso do destino

em nossas vidas

                   

                         andrepinheiro, 2003

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sábias palavras

sábias palavras...

o sol nascerá      

(fragmento)           

            

“a sorrir

eu pretendo levar a vida,

pois chorando

eu vi a mocidade perdida (…)”

      

Cartola

         

* sambista, compositor e poeta brasileiro.

* rio de janeiro: 11/10/1908 – 30/11/1980.

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