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Archive for agosto \31\UTC 2007

Jovem Defendendo-se de Eros, por Bouguereu (1802-1905) 

Poesia Erótica será o tema do Sarau Benedito nesta segunda

Na ocasião, será apresentado novo projeto gráfico do caderno literário CLAP, que chega à sua 7ª edição. Evento literário acontece a  partir das 21h, no Aldeia Bistrot, que fica no Centro de Itajaí.

  

O som e a sensualidade da palavra escrita e falada, em forma de verso, deverão marcar a 16ª edição do Sarau Benedito, que acontece na próxima segunda, dia 03, em Itajaí. Com o tema Poesia Erótica, o Sarau pretende render homenagem a poetas e poetisas – consagrados e anônimos – cuja produção inclui temas relacionados ao erotismo.

Versos de poetas célebres como Bocage, Hilda Hilst, Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade, além de outros conhecidos e escritores locais, serão lidos e declamados para o público que prestigiar o evento. O Sarau Benedito acontece a partir das 21 horas, no Aldeia Bistrot, próximo à Igreja Matriz de Itajaí.

O Sarau

Iniciativa do coletivo de escritores que editam o caderno literário CLAP, o Sarau é dividido em duas partes. Na temática, que dá início aos trabalhos, os escritores apresentam e fazem leituras de poemas relativos ou tema ou autor homenageado. No segundo momento, o microfone é aberto a declamações livres, de todos aqueles que estiverem dispostos a realizar apresentações .

Desde a sua primeira edição, em fevereiro deste ano, o Sarau Benedito tem levado um excelente público ao Aldeia Bistrot. São estudantes, músicos, profissionais da imprensa e apreciadores de poesia e literatura em geral. Poetas, escritores e declamadores de diferentes gerações – de crianças a idosos – marcam presença no Sarau, garantindo a diversidade e o sucesso do evento.

CLAP de cara nova

Também no Sarau desta segunda o público poderá ver pela primeira vez o novo projeto gráfico do caderno literário CLAP. De cara nova, a sétima edição do CLAP traz textos de Déborah Lins de Barros, Rômulo Mafra, Felipe Damo, André Pinheiro, Rafaelo e Sebastião Oliveira, além da participação dos convidados Anderson Bernardes, Roberta Bittencourt e Carol Cubas.

Iniciado em dezembro de 2006, o caderno literário circula em Itajaí e região. O CLAP é produzido de forma coletiva e custeado próprios pelos escritores, num sistema que se aproxima da autogestão. Além disso, é mais um espaço para os novos valores da nossa literatura.

                                

Mais informações:

Felipe Damo – 9973-5502

Rômulo Mafra – 9965-9267

André Pinheiro – 9924-6503

  

Texto: André Pinheiro – SC 01159-JP

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insônia

no Hotel Sulmaré, em Canoas (RS), julho 2007

insônia

  

portas fechadas,

olhos abertos,

luzes acesas:

descansam meus papéis e livros

sobre a mesa

  

vem chegando

sorrateira, a insônia,

pé ante pé…

  

solene,

convido, então:

“venha provar meu café

e a sensação

de encarar,

em meio a tudo,

o cadáver insepulto

da solidão”.

                                                     

                                                         andré pinheiro, 14/05/07

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nuevo CLAP

esse tá no coração...

nuevo CLAP 

como informou meu amigo Felipe Damo em seu blog, felipedamo.wordpress.com, o novo CLAP está sendo impresso e logo logo estará nas ruas, em algum lugar perto de você. mas, por uma agrura do destino, o grande Felipe acabou veiculando em seu espaço virtual um modelo da clapa do CAP, digo, capa do CLAP, anterior ao definitivo.

portanto, eis aqui, em primeira mão, a capa do CLAP VII. com as mudanças, realizadas principalmente no projeto gráfico, o caderno literário deverá iniciar uma nova fase. e como aqui não damos ponto sem nó, não publicamos propriamente aquela que será a verdadeira cala do CLAP. para brincar um pouquinho com a história, tratamos de providenciar aqui uma pequena interferência (sabotagem?) que faz toda a diferença… confira aí.

                                                             

                                                                    andrepinheiro, 29/08/2007

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pantomima

quem é você??

pantomima

  
todo mundo é belo,
todo mundo é bom;
todo mundo canta
sem sair do tom
  
todo mundo é amigo,
todo mundo é irmão;
toda hora é riso,
abraço e coração
  
fechadas as cortinas,
no entanto,
as máscaras vão ao chão;
perde-se o encanto,
chega ao fim a ilusão
e toda essa gente,
sem a maquiagem clara,
mostra então a cara

                                                        

                                                 andrepinheiro, 1998

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imagem do dia…

andré pinheiro

taí o muro da creche ao lado da Prefeitura, em Itajaí.
                                                  
                                                           andrepinheiro, 27/08/2007 

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algumas questões… 

poesia todo mundo acha q sabe fazer. é como técnico de futebol, professor e jornalista: qualquer zero à esquerda acha – o verbo é achar mesmo, e não pensar – que faz boa poesia.

rimou amor com flor e dor? é poesia. escreveu um texto em prosa e quebrou as frases em estrofes? é poesia. muito pouca gente presta atenção, enxerga arte ou procura critérios – que sejam da sua própria sensibilidade/ percepção e não necessariamente da academia – para diferenciar boa e má poesia, para discernir um bom e um mau poema ou um bom e um mau poeta e saber dizer o porquê.

então o poeta não é considerado um artista, como deveria ser. o poeta é um zé-ninguém, um merda, um qualquer. tanto é que você vê por aí distinções do tipo “poetas e escritores” ou então “poesia e literatura”. por que isso? possivelmente para demarcar, demonstrar que para alguns, supostamente a poesia – e quem a produz – tem um status inferior ao romance ou aos textos em prosa, de forma geral.

aí tem também uma outra discussão. quem é poeta? quem é escritor? é qualquer pessoa que escreve uns versinhos quaisquer quando leva um par de chifres ou quando bebe uns tragos a mais? é a adolescente revoltada, que escuta Legião Urbana e tem vontade de cortar os pulsos? são as pessoas que, após o desabafo, deixam morrer asfixiados os versos na gaveta ou nos cadernos?

ou é quem tem uma proposta artística ou estética – por pior, menos convencional ou anticomercial que seja – de trabalho? aquele ou aquela que pesquisa, estuda gramática, pesquisa métrica, investiga os movimentos, as vanguardas e as tradições? a pessoa que utiliza seu tempo para lapidar seus versos, polir a palavra: escreve poemas mas não se contenta com isso, rabisca, refaz, muitas vezes joga fora? gente que tem conceitos, intenções poéticas, sociais e políticas (ou não) no que faz? hein?

levantar a questão dessa forma aqui não deve soar como pretensão ou arrogância. são simplesmente alguns questionamentos em torno da poesia enquanto expressão, produção ou forma de arte. claro que o sentimento e a atitude poética está presente – e tem que estar mesmo – em diversas outras atividades. pode ser nas artes plásticas, na música, na educação de um filho ou na construção civil.

claro que todumundo tem o direito – e às vezes até mesmo o dever – de exercitar a poética na sua vida e nas suas relações. mas é bom lembrar que nem toda poesia – entendida aqui como sentimento, sensibilidade e espírito poético – fica bem quando transformado em poema – compreendido aqui como o texto poético. então pessoas com uma grande carga de sentimento poético muitas vezes são excelentes músicos, maravilhosos atores, exímios professores… e péssimos poetas.

claro que isso é mesmo muito subjetivo. mas, por outro lado, leitores, estudiosos e analistas em geral conseguem, de uma forma ou de outra – baseados em critérios acadêmicos e/ou da sua própria sensibilidade/gosto pessoal – diferenciar o joio do trigo na poesia. as análises divergem, principalmente quanto às tendências, preferências ou estilos, mas, ao final, em meio a uma enxurrada de banalidades e textos esquecíveis, sobrevive e resiste, mesmo a duras penas, a qualidade da boa poesia.

ah, e se alguém acessa este blog, por favor, ajude na discussão.

                                            andrepinheiro, 24/08/2007

***

Matéria de Poesia

Tudo aquilo que a nossa

Civilização rejeita, pisa e mija em cima,

Serve para a poesia

                                                        

                                                    Manoel de Barros (fragmento)

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liberdade

 

  

liberdade

  

inspiro; penso; solto…

abro as asas,

dou um salto:

entrego meu corpo ao vento…

  

vou singrando um mar d’estrelas,

desbravando o firmamento

com paixão, fúria e leveza;

sou revolução, movimento

  

vou e faço;

crio e transformo;

reconstruo a liberdade

haurindo forças

nos vôos do pensamento

                                         

                                                  andrepinheiro, 2000

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