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urda

A Editora Hemisfério Sul Ltda., em consonância com a chegada desta primavera, traz a público um livro sintonizado com o este momento de renascimento da vida. Trata-se do lançamento do 20º livro da escritura Urda Alice Klueger, intitulado Trinados para o meu Passarinho, o primeiro de crônicas de amor que a autora publica.

Data: 25 de setembro de 2009, sexta-feira.

Horário: 20 horas.

Local: Bar e Restaurante Farol, na Praça do Estudante, final da rua da FURB, em Blumenau (SC).

ruca

cansado das cantoras com as mesmas referências, os mesmos repertórios e as mesmas interpretações? cansado da ditadura da emepebê?

então, não “perda”.

"desaparecidos": sim, encontrei o Belchior, mas em 2004.

"desaparecidos": sim, encontrei o Belchior, mas em 2004.

considero bem apropriado este verso da canção “A Palo Seco”, do grande Belchior, como título deste post. assim como o genial artista cearense, também “desapareci” aqui do meu blog. assim como ele, não “desapareci” de fato, apenas estava ocupado fazendo outras coisas. mas, ao contrário de Belchior, suponho que ninguém – ou pouca gente – tenha sentido a minha falta. e não lhes tiro a razão…

mas se você vier me perguntar por onde andei enquanto você sonhava, de olhos abertos lhe direi: eu estava envolvi na mirabolante epopéia da escrita da minha dissertação de Mestrado. sim, foi mesmo uma dureza… algumas semanas a fio virando noites sem dormir. muito nervosismo. preocupação e insegurança. entrega, imersão total…

literalmente “desapareci” ou apareci muito pouco em alguns lugares. e nesse tempo, desde a minha postagem anterior, em 25 de maio, muita coisa aconteceu. Michael Jackson morreu e levou 70 dias para ser enterrado; Belchior “desapareceu” e foi encontrado; a Vanusa cantou o Hino Nacional completamente chapada, fora de si; a cidade não voltou a sorrir; completei mais um aniversário; o Correio Popular deu uma pausa para descanso; realizamos mais uma edição e decidimos acabar com o Sarau Benedito; conheci e me afastei de algumas pessoas; comprei um amplificador; dei entrevista em rádio, falando sobre Umbanda; percebi que passei a me interessar realmente por cinema; criei um twitter. e por aí vai…

ah, também já encarei a banca do Mestrado, no dia 25 de agosto. após tanta turbulência, até que consegui me sair melhor do que o esperado. tive meu trabalho aprovado com louvor e recomendado para publicação. portanto, agora sou mestre em História Cultural pela UFSC. mas isso é outra história. sim, História. e não posso deixar de aproveitar a oportunidade de agradecer a todas as pessoas que me apoiaram e torceram por mim.

agora, já um pouco menos preocupado e me refazendo desta longa batalha, me preparo para outras. agora é retomar o fôlego e o ritmo da produção literária. agora é prosseguir e abrir caminhos na vida acadêmica.

axé nas cabeças; paz nos corações.

são sons, são sons, são sons...

são sons, são sons, são sons...

 

Chico Preto e a Dita Cuja

(23/05, Café e Cultura, Itajaí)

 

      

entre os artistas que circulam por Itajaí e região, um dos melhores hoje é, sem qualquer dúvida, Chico Preto. não sou muito afeito a comparações, mas para mim é impossível não fazer tal afirmativa após a apresentação de sábado (23) à noite, no Café e Cultura, acompanhado da sua banda, a Dita Cuja.

enquanto a maioria das nossas cantoras – com poucas e honrosas exceções – disputam para ver quem esganiça mais ou para ver quem melhor imita (ou produz infames caricaturas) de Elis Regina, Maria Rita & “unanimidades” semelhantes, Chico Preto já começa somando pontos simplesmente por não forçar a barra.

a voz, limpa, sai com naturalidade. sem os malabarismos tolos que caracterizam os emergentes da pseudo-emepebê. e de forma simples e honesta, sem estrelismos, vai direto ao ponto e mostra o seu poder de fogo.

em vez de imitar gente consagrada pelas mídias, o artista parece investir numa identidade própria. e, assim, revela algo extremamente interessante: uma africanidade intensa, transbordante, mas com sotaque “peixeiro”, made in Itajaí. é o local conectado ao universal.  e isso se reflete também no repertório, que além de trabalhos próprios e de parceiros, inclui os xarás: os Chicos Science e César – “são sons, são sons, são sons…” –, Lenine, Marcelo Yuka, e por aí vai. coisa fina.

outra característica marcante de Chico Preto e A Dita Cuja é a formação. além da banda convencional, com a clássica formação guitarra-baixo-bateria – todos muito bons, excelentes, diga-se de passagem –, o som ganha cara própria com a percussão.

e é com a força dos tambores e do pandeiro que “a coisa pega” e se faz presente o axé – entenda-se aqui como a energia vital, no conceito africano, e não essa indigência pop-musical baiana que grassa por aí. é dançando – movendo o corpo como se estivesse em transe, numa dança de orixá – ou percutindo, que o artista se entrega e permite fundir-se à própria música em que está imerso e que ele mesmo faz emanar.

quem esteve no Mercado na noite de sábado foi agraciado por Chico Preto e a Dita Cuja com um espetáculo único. singular como o próprio artista, cuja performance mostrou que, tão importante quanto ter o corpo fechado, é ter também a inspiração aberta.

     

texto e fotos: andré pinheiro

 

corpo fechado, inspiração aberta

corpo fechado, inspiração aberta

publicado no www.globo.com, no sábado (23) à noite.

publicado no http://www.globo.com, no sábado (23) à noite.

 

putz! se levou o gol, como é que vence por 2 a 0?

estranho, isso…

é o resultado da soma: fanatismo + ato falho

loneliness

 

vinda

nem sei lá de onde,

eu a vi passar

tão perto

e, ao mesmo tempo, longe

no seu passo

assim, disperso,

fez brotar tão lindas flores

no meu coração

deserto

 

decerto

eu a vi passar…

eu a vi passar

com todo o seu brilho,

vigor e explosão de vida:

rainha das cores,

traz o sol no peito

e na tez a doçura

das águas serenas

que ocultam mistérios

no curso de um rio

 

oh, moça,

com o olhar te persigo,

pois levas contigo

um pedaço de mim

por onde tu andares

 

e se não voltares

será meu amor

uma história

sem fim;

 

se não retornares

será minha historia

uma obra

sem fim

 

 

 

andrepinheiro, 11/04/2009

será??

dragon

 

“Havendo sinceridade

 

e determinação, 

 

qualquer decisão

 

 será favorável”.

 

25 – 04 – 46 – 44 – 43 – 33

 

 Bom, foi o que disse o biscoito da sorte do restaurante chinês…