Sarau Benedito: Saudade
um Sarau Benedito meio “estranho”. difícil de entender e realizar. falta de interesse e respeito por quem estava lendo, declamando ou até mesmo cantando e tocando. em vez do culto à poesia e à palavra, a celebração dos egos… quem é mais engraçado? quem “causa” mais? teria o Sarau Benedito perdido o sentido? mudou o Sarau ou mudamos nós?
Sarau Benedito: onde nem todos se encontram, a poesia se perde e muitos se acham. será?
ah! as fotinhos que fiz estão no http://picasaweb.google.com.br/oxaguian/SarauBeneditoTemaSaudade
andrepinheiro, 05/08/2008

sim querido… realidade nua e crua… mas relaxa… nem sempre a vida tem que ser tão pragmática…
se a proposta do sarau não muda, as pessoas mudam. Eu ainda acho que um grupo de discussão de literatura seria muito mais interessante, enriqueceria muito mais.
E se esse grupo acabar ou ficar chato, tudo bem, cria-se outra coisa!
O importante é renovar. Não renovou, degradou.
Acho importante eu refrisar isso. Se fosse o meu desejo que o sarau acabasse, eu ficaria quieto e não iria mais. Mas toda a discussão (e drama infantil) que se coloca no orkut tipo “o sarau vai acabar” e que sempre leva a lugar algum, me deixa descrente e vai tirando o respeito da coisa.
eu concordo com vc, Enzo. sempre fui a fim de participar de um grupo de discussão de literatura. inclusive, há uns cinco anos montei um projeto para isso. não consegui viabilizar porque não encontrei parceria. ainda devo ter o projeto guardado. mas isso é uma coisa. o Sarau é outra. um não exclui o outro. assim como as pessos não são uma coisa só, também não fazem uma coisa só.
infantil talvez seja usar a expressão “drama infantil”… denota uma leitura bastante rasa para a provocação que foi feita há algum tempo no orkut. e que, aliás, surtiu efeito.
sim, renovar é importante. concordo. é o que sinto vontade de fazer, também. mas renovar sem desrespeitar é mais importante ainda. existe uma diferença – às vezes sutil, mas nem por isso desimportante – entre ser iconoclasta, promover e engendrar rupturas e se considerar acima de tudo e todos. eu prefiro a primeira opção.
no mais, oportuno o uso da expressão “descrente”. descrença é o que sinto hoje em relação a algumas pessoas. mas nem por isso me permito perder o respeito por elas.
love you all, babies,
andré.
“e que, aliás, surtiu efeito.”
estamos percebendo o efeito.
sim… é bem percebido né… hum…
olha, talvez aí tenha um engano da parte de vcs, um ligeiro lapso temporal. talvez essa ironia tenha sido precipitada. mas é um direito de vcs. não estou falando de hoje. isso foi há um tempo atrás. e no momento surtiu efeito, sim. hoje é outra história. está num processo de mudança mesmo…
agora, para onde vai, não sei. existem maneiras de se conduzir uma transformação. vc pode simplesmente destruir tudo se cultivar a elefantíase de egos ou se começar a medir forças, para ver quem tem mais razão… mas aí, o que fica no lugar?
por outro lado, essa mudança pode ser numa boa. eu acho até q vinha acontecendo de uma forma legal. mas de uns tempos pra cá desandou… mas não dá nada.
o certo é que sobreviveremos a isso. sem crise. então nem há motivo pra choro. gente, eu penso que todo mundo ali é bom pra caramba. juntos ou separados, todos irão se reinventar. e isso é saudável pacas. só me incomoda um pouco um certo desdém de algumas pessosa em relação ao trabalho das outras. penso que isso é sacanagem, pq todo mundo merece respeito. pra mim é só o que está faltando, além de educação em certos momentos… fora isso, tudo numa boa.
não fiquem putos. amo vcs.
andré.
Olha, pessoal, pode parecer que pelo fato de outros importantes componentes do grupo do sarau não estarem presentes, não quer dizer por isso que o sarau esvaziou-se.
Vejo certa decadência nesse mesmo encontro, não falo do Sarau em si, pois esse vai existir até os seus idealizadores proclamarem publicamente sua extinção, falo do encontro de pessoas as segundas. É claro que a mudança para o mercado público quebrou um pouco as pernas do mesmo, contudo, vi que, antes saída do sarau do Aldeia Bistrô, uma certa dispersão foi constada por várias segundas-feiras.
Eu acredito que muitas vezes, a formalidade mantém o tom de respeito aos declamadores e seus poemas, mas nós sabemos o excesso de formalidade deixa o encontro aguado, sem o menor charme dos encontros literários que já vimos ou soubemos acerca. Sempre me incomodaram as conversas paralelas. Testemunhei por muitas vezes durante os saraus que freqüentei, porém, relevo, por que o aquele ambiente nunca foi propício para esse tipo de encontro, já que, além dos literatos e afins, vão gato e sapato e aí….
Só espero que esse último sarau não seja o canto do cisne do nosso Sarau Benedito.
Assim, aqui vai um alerta: espero que o Sarau se reformule e encontre um lugar só seu e dentro de seu propósito. Se assim acontecer, não será admitido nenhum tipo de desrespeito de quem quer que seja. Isso me reporta uma coisa e poderia servir de inspiração: nas casas de fado, desde que essa música existe, quando se vai cantar o dito cujo, uma espécie de mestre de cerimônia vai ao pequeno palco e diz em alto e bom som:“SILÊNCIO! AGORA VAI SE CANTAR O FADO!
gente… agora sem irônia… bom… vamos parar com isso ir no mercado e tomar algo… conversar e relaxar… gozarmos das companhias… o que acham… que coisa… tudo stressa… olha o coração… beijinhos pra vocês
aham…
muito oportuna a invervenção de Sir Little Helio. dominou a bola, colocou no chão e cadenciou a jogada o meio-campo. mestre.
Camila, concordo plenamente com vc. aliás, o espírito do Sarau Benedito sempre foi esse mesmo. a vida é mesmo cheia de stress, opressão e outros bichos. poesia tem q ser pra libertar, alimentar a potência no ser humano.
sábios, vcs dois.
beijos.
sábios.
Drezinho, eu tenho esse jeitão de gênio, porém eu sou mais que isso, viu?! rss
no doubt about, Great Helio.
you’re such a smart lovely kid…
andré.
olha, eu já falei que devemos fazer mais os saraus de agosto, setembro e outubro (6 ao total) e encerrar o projeto em Porto Alegre, em grande estilo e pronto.
Napoleão já dizia que mais importante que saber entrar em uma batalha é saber sair de uma batalha, portanto…adeus, Jezebel!
bem-vindo ao Forum, Felipe. concordo.
poderíamos, inclusive, fazer somente os do SESC e de Porto Alegre.
Também concordo com o que o André escreveu. Eu, semanas atrás, tb comecei, de brincadeira, o tal “o sarau vai acabar, se você não for”, e parece que agora toma forma. Era uma brincadeira, provocação. Infantil, talvez, mas, pra que ser adulto em tudo? Não é isso que buscamos, de certa forma, nas nossas vidas? A liberdade que as crianças têm ao se expressar? Não é isso? Claro que o “infantil” não pode se sobrepor ao “adulto” o tempo inteiro. E isso acontece até mesmo dentro dos saraus, e gosto disso também. O problema é o exagero. Tudo exagerado fica chato. Talvez exageramos em continuar o sarau. Se querem uma “reunião de segunda”, blz, façam-na (já estão fazendo, não estão?). Eu até tentarei ir também.
O resto, são discussões que estão acontecendo internamente, e respingando aqui e acolá, pois todos fazem o Sarau Benedito, não só nós. A galera que organiza, só tenta organizar, e o resto acontece se o público quiser. E, se o público quiser, talvez acabe virando apenas uma reunião às segundas, na casa de alguém, provavelmente, ou em outro lugar, mas isso, só o futuro dirá.
E o sarau vai acabar, se você não for.
Como eu disse, só quem pode acabar com o Sarau Benedito são seus idealizadores, ninguém mais, nem mesmo as circunstâncias ditas infantis, ou mesmo absurdas. Como eu disse e já disse e repito dizendo outra vez: Sarau literário é mesmo uma coisa séria e pra que realmente gosta de literatura e, quem gosta de literatura, respeita literatura e se respeita…
Uma vez (e isso já faz algum tempo) alguém comentou algo mais ou menos assim: “se fosse uma peça de teatro sendo apresentada, todo mundo ficaria em silêncio, prestando atenção, mas como é poesia…”
O que é uma pena. Mas talvez seja o “destino” eheheheheheheh
Não acho que o Sarau deva acabar, Helitcho. Só acho que se a galera não quiser mais que ele aconteça, ele não vai acontecer, pois vai chegar uma hora que vai encher o nosso saco também, assim como pode estar enchendo o saco da galera que vai lá.
Fazer poesia todo mundo faz, mas o difícil é fazer alguém ouvi-la com toda a atenção que a poesia merece. Assim, parece mais sensato apenas se dar por satisfeito lendo-as. pra si mesmo.
Tão mais bela é a capacidade de apreciar a arte dos colegas em silêncio…
Isso é uma coisa: Não vulgarizemos o movimento!
Mas ignorar a metamorfose natural do projeto inicial não é uma escolha menos EGOista…
Isso é outra coisa: Não forcemos uma camisa de força!
A força da camisa!
Isso me lembra isso:
Tá doendo, Euclides! Tira logo!
Essa tuas palavras, Euclides,
me machucam!
oops…faltou um S!
…, …, DRAMA.
Ao meu ver esse blábláblá blábláblá blábláblá, tititi tititi tititi, todo está um exagero descabido… AO MEU VER (repito)… acredito quando algo incomoda ou tira do contexto o que inicialmente foi proposto, deve ser falado na hora… se no ultimo sarau teve atitudes que desagradaram algumas pessoas, assim como o André, deveria ser falada na hora, ser reivindicado o tal respeito… a aparição de “egos” como foi dito, a infantilidade no evento… se vai acabar ou não é o que menos pra mim está importando… na real não vou morrer ou parar minha vida se isso acontecer… mas o pior é ficar esse mal estar entre as pessoas que freqüenta o sarau… pois querendo ou não está um mal estar sim… não queiram tampar o sol com a peneira e dizer que as coisas não são bem assim, que está rolando um exagero da minha parte, pois é isso mesmo que está acontecendo… deixam esse papinho no blog de lado e tratar tipo face to face… assim as coisas ficam mais claras e o respeito não só pelo evento mas sim por todos que freqüentam e idealizaram o sarau seja mantido… sério isso pra mim é DRAMA…
Eu não vou morrer nem parar minha vida se alguém se sentir mal com essa saudável discussão acerca de um tema tão relevante, AO MEU VER.
Se é drama e não gostas, não participe da discussão, simples, Camila. E ninguém tá tapando o sol com peneira. Há problemas, estamos tentando resolver. Há soluções, estamos discutindo se há ou não, e podes ajudar, mas sem fazer esse… drama eheheheheh. Discutir é saudável pra caramba. Eu adoro! Continuemos.
Helinho, pois é. Mas o Sarau É PRA SE OUVIR POESIA. É pra se discutir também, como às vezes até acontece. Mas o Sarau Benedito É PRA POESIA (ou prosa), não pra se ficar rindo, gargalhando, conversando, durante as declamações. Claro que isso vai acontecer, e acontece. Até eu faço isso, mas tento ter o bom-senso de diminuir a voz, rir mais baixo, RESPEITAR quem está lá na frente lendo, pois é foda estar lá e a galera nem prestar atenção, sendo que a idéia era exatamente esta: respeito à poesia! Não é um encontro de amigos pra jogar conversa fora. É um encontro de pessoas que têm um objetivo!, e ele não vem sendo respeitado. Infelizmente, parece que temos que chegar lá na frente e dizer: “Gente, agora calem a boca, vai começar o Sarau”. Precisa isso?
continuo achando que resolver o problema em uma conversa ao vivo é bem melhor do que ficar por aqui no blábláblá… saudável!… o que realmente é saudável?!… Pode deixar Rômulo não irei participar mais da tal discução… você tem razão… é continuar a dar trela para algo que acho irrelevante… desculpa qualquer coisa até aqui dita…não quero faltar com o RESPEITO aqui reivindicado… até mais ver…
Também acho que ao vivo é melhor mesmo! O que já é uma indicação de algo, viu?
Marquem algo! Vamos lá! Não precisas abandonar o debate, só te indiquei uma saída pra algo que achavas um drama desnecessário. O respeito reinvidicado é pro Sarau. Claro que aqui, num debate entre nós, amigos e conhecidos, também deve acontecer, e creio estar acontecendo, mesmo uns achando besteira existir o debate em si. Pra mim, saudável é este tipo de debate acontecer. É a gente se encontrar pra debater também (desde que não seja no Sarau ehehehehehe). Isso tudo é saudável pra todos nós, pro próprio sarau, pra poesia, literatura ou seja lá mais o que.
No meu tempo dos besouros e dos roloando as pedras, diríamos: Esse sarau é mesmo um sarro, cara!
Ah, nem tudo está perdido! Sobrou o CLAP!
Também, eu estou por lá vez por outra pra dar IBOPE!
Que tal uma fusão nas sugestões de Enzo e André? Um grupo de discussão num ambiente mais tranqüilo, por exemplo. Lembro de uma reunião do CLAP que na Casa Aberta, foi tão bom…
Vai ter Maldito na terça-feira (12/08)?
se falar ao vivo é o problema, de minha parte penso que ele nao existe. em alguns momentos eu pedi. silêncio e respeito. quando vi que não deu mais, levantei e fui embora.
deixei as pessoas livres, para continuarem rindo e conversando, já que esse era o astral da noite. não forcei a barra.
agora é foda,vc estar cheio de coisa pra fazer, deixar de lado, desmarcar, arranjar tempo, selecionar e imprimir uns poemas, ver o tema. chega lá, vcs já sabem: a coisa não rola. eu não penso que isso seja fazer drama. isso enche o saco. por isso peguei e fui embora. eu respeito e compreendo que algumas pessoas não estejam nem aí. essas pessoas estão certas, tem mais é que festar mesmo e eu adoro isso. mas não desmereçam, não façam de ridículo quem está levando a coisa a sério.
aí depois o pessoal vem reclamar que não tem movimento, não tem grupo, não tem cena literária. se repararem, a gente mesmo está se sabotando, está dando tiro no pé.
na boa, não to vendo drama em puxar essa discussão. aliás, nem esperava que isso ia se transformar nesse “fórum”. e nem tava sabendo nessa história de “o sarau vai acabar” que o Rômulo tava puxando. eu sou bem desligado do Orkut. eu me referia a um tópico que havia sido postado, acho q ainda no ano passado ou no começo desse. mas se o Sarau acabar também foda-se. ninguém vai morrer. até pq todo mundo tem um trabalho, um projeto… e pelo menos pra essas pessoas, que tem uma vida literária antes e continuarão tendo depois… foda-se! é um lance que lembraremos no futuro, como algo bem legal. por isso, i’m not worried about the end of Benedict.
também não to puto com ningum. pelo contrário. to escrevendo aqui, rapidão, sem pensar direito, pq to no trabalho, no olho de um furacão…
mas sinto necessidade de me manifestar, antes q venham dizer q comecei a discussão e pulei fora. já estou me antecipando quanto a ironias baratas quanto a isso, babies…
mas o Rômulo tocou em pontos importantes. o Sarau é algo para quem tem objetivo: cultuar a poesia. ler, declamar, ouvir. claro q todos damos umas bolas fora nesse sentido. eu mesmo me passo pra caralho às vezes. mas depois já me contenho. mas o que fode tudo é quando o ser começa a querer ser o máximo, forçar a barra, ser o mais engraçado e “causar” o tempo inteiro.
aí o babaca – ou a babaca – que está lendo ou declamando faz papel de ridículo. isso é foda, principalmente pra quem é meio tímido. não é o meu caso, mas o de outras pessoas.
porra! o Paulo Renato não conseguiu nem tocar direito umas músicas, praticamente não deixaram… eu entendo que a tendência é a poesia declamada ou lida ser mais chata. principalmente quando a pessoa, como eu, não sabe declamar ou não tem uma boa voz. mas quando nem a música consegue despertar a atenção, aí é pra se pensar mesmo.
nada contra a gente encontrar pra tomar uns birinaites, conversar e dar muita risada. eu adoro isso. mas sarau literário é outra coisa. quanto a um certo mal-estar, existe, sim. só fui perceber isso mesmo agora, nos posts. como já disse, da minha parte, estou numa boa. até porque todos somos amigos. particularmente, gosto muito de todos os envolvidos. e penso que o que tá rolando é apenas uma questão que requer ajuste, nada aqui está próximo do fim do mundo.
desculpem o txt truncado. to numa correria mesmo.
kisses,
andré.