Publicado em Poesia em Junho 23, 2008 | 2 Comentários »
antônimo
.
quero sair anônimo
no meio da turba,
ser ignorado
em plena praça pública;
.
não quero ter mais nada
a ver com ninguém,
nem ter minha vida
transformada em refém
.
de controladores de conduta:
vão embora, me esqueçam!
deixem-me ir à luta,
desapareçam e cresçam!
.
eu quero sair antônimo
hoje, no meio da chuva
cansei de ser um sinônimo
a mais no meio da chusma
.
andré pinheiro, 1999
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Publicado em Poesia em Junho 18, 2008 | 2 Comentários »
matéria-prima
um campo de batalha; uma bela paisagem. a rua deserta ou o teatro lotado. o carinho, a agressão, um desenho de criança, uma flor que se abre, o sol… singularplural: o humano, o diabólico, divinamente insano.
a fumaça que sobe; uma entidade que baixa. a magnitude de uma mulher e a crueldade de um homem. a [...]
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Publicado em Poesia, Point of view em Junho 5, 2008 | 2 Comentários »
livrevício
não me livro
dos meus livros
sem alívio
se dilúvio
ou desnível,
impensável
é renunciar ao impossível
tenho sido
pouco visto
e não me dou
a muitos vícios,
teço trevas
e abismos
destravo trovas
e assovio
num mergulho
ao inverossímil
dito isto
não desisto,
só repito
e reinsisto:
estou vivo
e me alivio,
regozijo,
refugio
nos meus livros
me alimento
dos meus vícios,
dos quais
não me livro
sem alívio
por isso
é que vivo
e livre
me sinto
quando me entrego
aos livros
andrepinheiro
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