
14 de março: dia da poesia
que força é essa?
que força é essa, que sem pedir licença, brota da alma, de forma avassaladora? de onde vem esse ímpeto de transmutar em palavras sentimentos, estados de consciência, paisagens ou acontecimentos? do que é feita essa matéria-prima do sonho, da náusea, da ternura e da paixão?
o que há de comum entre Carlos Drummond de Andrade, Allen Ginsberg, Pablo Neruda, Cora Coralina, Charles Baudelaire, Sylvia Plath, Vinicius de Moraes, Arthur Rimbaud, Paulo Leminski e outros tantos heróis viscerais alucinados alquimistas visionários banhados em lágrimas, vômito, poeira, sangue e pétalas de rosas?
ah! essa arte, capaz de transpor as fronteiras do papel dos livros, folhetos e varais e invadir a música, tomar de assalto os palcos, as ruas e, mais do que isso, as mentes e os corações aparentemente mais insensíveis… essa arte capaz de construir a ponte entre nós, simples mortais, e o sagrado; e, ao mesmo tempo, tornar divinas aquelas coisas mais mundanas de que são feitas nossas vidas.
que luz é essa, capaz de transformar um Fernando em pessoa com P maiúsculo? P de palavra, P de poeta?
o nome disso se escreve com P de Maria, João, casa, árvore, livro, esperança, bicho, sorriso ou inspiração. afinal de contas, todas as letras são “P”s para se escrever poesia…
andrepinheiro
cara, tem uma parada naquele filme novo do bee(a abelhinha)thoven…uma hora que ele fala como a música surge, parece uma assombração…e tal…