
que venha 2008…
após um período de recesso, finalmente estamos começando 2008 aqui no blog, com o primeiro post. os dias em que o blog esteve fora de atividade serviram para avaliar e organizar algumas idéias, fazer um ligeiro planejamento e tentar, claro que sem muito êxito, recarregar as baterias, já que este promete ser um ano pesadíssimo, provavelmente ainda mais movimentado que os anteriores.
por conta de um texto que estava produzindo, uma das coisas mais úteis que fiz nessa virada de ano foi ouvir novamente, e com muita atenção, o Álbum Branco dos Beatles. foi com extrema emoção que pude recordar e constatar ainda mais a grandiosidade desse sensacional disco duplo. apesar de ser, principalmente por causa da capa, um dos mais comentados e conhecidos trabalhos dos Beatles, o White Album é provavelmente o disco do grupo que o grande público menos ouviu.
pois é. em 2008 o White Album completa 40 anos, assim como toda aquela efervescência de 1968. e o ano que, de acordo com o jornalista Zuenir Ventura, não terminou já foi matéria de capa na primeira edição deste ano da revista Época.
outras celebrações, homenagens e debates em torno do famoso meia-oito não faltarão. e aqui no blog não será diferente. de vez em quando deverei inserir aqui alguns textos e referências, tanto sobre 1968 quanto sobre o Álbum Branco. estou pensando em fazer uma série de comentários faixa-a-faixa e publicar ao longo do ano. afinal de contas, são 30 canções nos dois discos.
dois mil e oito finalmente começou e vamos à luta. avante com nossos projetos e iniciativas que já estão em andamento, como o CLAP e o Sarau Benedito, além de outros que deveão surgir, coletiva ou individualmente.
em nível local, de cara vou fazer a minha primeira aposta para 2008: um dos grandes trabalhos do ano será o segundo livro do poeta Enzo Potel, intitulado “Cura”. o livro será lançado na próxima semana aqui em Itajaí. e assim como eu, tem um povo ansioso para conferir.
agradeço, em tempo, os mais de 4,5 mil acessos que este blog obteve desde julho até o final de 2007. no mais, é esperar para ver o que nos reserva este 2008. como cantava meu amigo Led: “joga gasolina no sol / que o sol não pode parar”.
andrepinheiro, 09/01/2008.
bom lembrar do led vez em quando
cara, odiei aqueles versos que vc gostou…hahahaha ….quase tirei, achei que ficou meio deslocado…maaaaaaaasssssssssss…vai saber…cada um ve a coisa de um jeito…
ei, vamos agitar no lançamento do Enzo?
estou pensando em fazer umas performances surpresa…hehehehe
Caro Pinewood, bem lembrado acerca do grande 68. Foi naquele grande ano que tive minha primeira experiência com o xobiz e com as passeatas de protesto; foi lá naquele ano que vi pessoalmente Erasmo Carlos, Wanderléia, Wanderley Cardoso e outros menos conhecidos. Foi lá que conheci Alceu Valença; foi lá que meu mundo – leia-se Olinda/Recife – transformou-se em um mundo maior com a minha primeira viagem a São Paulo. Foi lá em 68 que conheci Rogério Sganzerla; foi lá que assisti pela primeira vez as filmagens de um longa metragem – O Bandido da Luz vermelha – Foi lá em 68 onde aconteceram muitas outras coisas que me ajudaram ser o que sou hoje – um pouco de tudo e nada!- 68 me globalizou!
Bem vindo a 2008!
Helio
Felipe, vamos agitar o lançamento, sim. pena que a performance agora já não é mais surpresa… heheheh
Helinho, é muito bom saber dessas tuas conexões todas com 1968. na matéria da revista Época, Zuenir Ventura também fala da relação entre aquele ano e a globalização.
também gostei quando vc usou os advérbios “onde” e “lá” para se referir a 1968. realmente “o ano que não terminou” parece mesmo um lugar, com formas, cores, ruídos, personagens e paisagens.
forte abraço.