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Dezembro 16, 2007 por Andre Pinheiro

romantismo
nem só de ódio vive o punk.
há ternura – explodindo em fúria,
é verdade -,
mas é inegável
que existe uma paixão,
desejolouco
de que as coisas
aconteçam,
de que sejam dinamitados o tédio e a modorra
dos dias lineares,
que foram feitos justamente para terem
seus tons pastéis borrados
por mãos de crianças inundadas
com as guaches coloridas da subversão;
existe uma desenfreada vontade
de romper com a mesmice
e vivenciar
o amor – não aquele
amor cor-de-rosa
das sabrinas, julias e biancas
de bancas quaisquer,
mas um amor intenso,
que irrompe
com o vigor das manhãs
e a magia dos dedos entrelaçados
de meninos e meninas
que, juntos,
saboreiam quedas livres
brincando com o sabor da liberdade:
todo o ímpeto,
o estro,
a ânsia de viver,
experimentar
e ser
sempre mais.
vai dizer que isso não é amor??
andrepinheiro, 2003.
Publicado em Poesia, Point of view | 1 Comentário
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gostoso poema, tem rítmo,,,
abração